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July 05 “O que é o P.A. para mim, hoje?”No dia 01 de junho, reuni alguns dos estudantes que oriento para fazer um pequeno balanço das atividades desenvolvidas até aquele momento. Foi uma conversa rápida, centrada na pergunta/título desta postagem, mas mesmo assim foi possível perceber como a seqüência do trabalho tem possibilitado ganhos de consciência bastante importantes para todos os envolvidos. A seguir, reproduzo trechos de algumas das respostas:
“O P.A. ajuda a ser mais autônomo, saber nossa própria opinião e se preocupar com as coisas de hoje em dia.” [Marcos]
“Pesquisar proporciona maior conhecimento e interpretação [de textos]” [Adriana]
“O P.A. faz com que a gente se interesse mais pelo que acontece no mundo, a interpretar não só os textos mas também as imagens.” “Possibilita a união de alunos orientados por professores diferentes; os alunos se organizam acessando e conhecendo os blogs dos colegas.” [Lorrana]
“Criar textos de autoria própria e conhecer palavras difíceis”, isto é, ampliar o vocabulário. [Raphael]
“Ajuda a se comunicar com as pessoas e trocar [informações] com o mundo de forma divertida.” [Mércia]
Ao final da conversa, Mariana sugeriu que a próxima Feira de Ciências da escola abrisse um espaço para a divulgação das pesquisas realizadas pelos alunos que participam do Projeto de Aprendizagem.
. May 03 Novas questões
Reiniciado o ano letivo, os estudantes foram reorganizados em novos grupos, em função da saída de alguns professores do projeto. No ano anterior, havia trabalhado com dezesseis alunos de duas turmas e anos de escolaridade distintas [607 e 806]. Agora, em 2009, trabalharei com 13 alunos [*] da atual 906 [806, em 2008]. Dentre eles, apenas 4 foram orientados por mim durante o ano passado.
O processo de reconfiguração das perguntas nem sempre foi tranqüilo, pelos mais variados motivos. Dos atuais orientandos, apenas uma aluna optou por permanecer na mesma área de conhecimento, apenas mudando a pergunta [Adriana Rodrigues, Astronomia: “Como se formou o big-bang?”, em 2008; “Se todas as estrelas têm um fim dependendo de sua massa, qual será o fim do Sol?”, em 2009]. Os demais decidiram dirigir sua curiosidade para temas e campos do conhecimento bastante distintos daqueles pesquisados no ano anterior
Abaixo, reproduzo a relação dos estudantes que serão meus parceiros nesta nova etapa, acompanhada da questão que será pesquisada e do endereço do blog:
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Adriana Rodrigues “Se todas as estrelas têm um fim dependendo de sua massa, qual será o fim do Sol?” www.adrianaxastro.blogspot.com
André Felipe "Por que a lua não tem atmosfera?" www.felipao1993.spaces.live.com
Andressa de Lima “Por que temos pesadelos?” www.andressa-oliveira.spaces.live.com
Artur Lucas V. Oliveira “Como surgiu o atletismo?” www.artur-lucas.spaces.live.com
Heverton Luís “Por que sentimos fome?” www.heverton-luis.spaces.live.com
Lorrana Copeli “Quando dançamos usamos somente o corpo?” www.lorranacopelli.spaces.live.com
Marcos de Souza “Por que o chinês é o idioma mais falado no mundo?” www.marcos-expperto.spaces.live.com
Mayara Mendes “Por que sentimos medo?” Mercia Pereira “Quais foram as mudanças que o mundo sofreu?” www.merciaplaneta.blogspot.com
Ramiel Duarte “Como surgiram as regras do futebol?” www.ramielvinicius.spaces.live.com
Raphael Muniz “Somos prisioneiros de nossos olhos?”
Robson Davi "Como são formados os terremotos?"
Vanessa Lira “Será que existe amor à primeira vista?”
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[*] Os estudantes André Felipe e Robson Davi passaram a ser orientados por mim a partir de maio.
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Esta relação também está disponibilizada sob o título "2009 > blogs da turma 906", na lista de blogs. Optei por manter disponíveis as listas de blogs de 2008, para efeito de consulta e possibilidade de averiguar o desenvolvimento do trabalho dos alunos.
May 02 O novo, de novo!.
A continuidade de um projeto não deixa de ser uma espécie de “teste”.
Para todos os envolvidos, os inícios são sempre mais sedutores, pois as descobertas dos primeiros passos do caminho ainda não carregam o lastro do tempo. Tudo é [realmente!] novo! E apenas esta qualidade já é mais do que suficiente para dar um sentido - um significado, um valor – aos passos do caminho.
Todo reinício, ao contrário, pede uma reavaliação. Agora, passam a existir dois “horizontes”: passado e futuro precisam ser postos em diálogo. O que já foi feito e o que ainda está por se fazer têm que ser mediados pelo que é necessário fazer...
A necessidade é o que garante a emergência de um novo que não se confunda com a mera novidade.
No dia 2 de março de 2009, Rose, coordenadora da Sala de Informática, recebe a turma 906 para uma conversa sobre a retomada dos P.A.s.
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December 10 Revendo os Mapas Conceituais.
Curioso pela resistência que alguns alunos tiveram em produzir os mapas conceituais, fui buscar os primeiros esboços realizados por eles num encontro que aconteceu no dia 17 de novembro. Guardei comigo apenas os mapas da turma 607, pois para os alunos da turma 806 preparei uma Folha de Atividades para a realização da tarefa [ver postagem do dia 20/11, neste blog], e eles optaram por colar os mapas nos seus cadernos de P.A..
Abaixo, reproduzo alguns dos esboços de mapas conceituais da turma 607:
Adriano Lemos “Por que o sol tem luz?” www.adrianolemos12.spaces.live.com
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Gabriel “Como se forma o arco-íris?” www.gabriel-bolado.spaces.live.com
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Felipe Vernon “Por que Vênus é mais quente do que Mercúrio?”www.vernon-2008.spaces.live.com+
Natália “O que são satélites naturais?”www.natalia-fran.spaces.live.com.
Decorridos cerca de três semanas desde este encontro, comparando estes primeiros esboços com o mapa conceitual final, evidencia-se que alguns alunos avançaram na compreensão global das informações pesquisadas, complexificando seu mapa; outros, avançaram no sentido de uma simplificação, como que compreendendo melhor os pontos essenciais e, por fim, alguns apenas buscaram adaptar a diagramação esboçada à mão aos recursos do programa escolhido para sua feitura final.
. December 09 "Tudo é começo." [*].
Quase ao final do ano letivo de 2008, registro dois momentos bem representativos do que foi vivenciado ao longo deste segundo semestre, período em que alunos e professores caminharam juntos na construção dos P.A.s.: na turma 607, a vivência do desejo de superar as dificuldades por meio da solidariedade e da colaboração; com a turma 806, um “bate-papo de encerramento” bastante revelador.
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Por diversos motivos, alguns alunos da turma 607 ainda não haviam cumprido todas as etapas do P.A., faltando realizar algumas tarefas para encerrar esta primeira parte do projeto. As fotos acima mostram esses alunos cercados por alguns colegas, que espontaneamente se mobilizaram para ajudá-los a passar o mapa conceitual do caderno de P.A. para os programas do computador e, depois disso, postá-los nos blogs de cada um. [Nas fotos acima, os alunos Moisés e Natália recebem a ajuda dos colegas na finalização de seus mapas conceituais]
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A conversa com os alunos da turma 806 teve como objetivo principal “fechar” o ano com uma pequena reflexão. De início, uma certa timidez pairou no ar...Mas logo, logo, a turma se soltou e as opiniões sobre o P.A. de cada um, as dificuldades, o encaminhamento do trabalho, a relação que cada um estabeleceu com seu tema ao longo de todo o processo, as coisas “legais” e as “chatas” que cada um identificou, tudo foi sendo falado de um modo mais natural, as colocações de cada um servindo como estímulo e matéria de pensamento para os outros...
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Dois momentos distintos: o primeiro, centrado no fazer;. o segundo, no refletir. Mas, em ambos, a certeza de que o “individual” e o “coletivo” não se excluem, pelo contrário, somam-se, multiplicam-se, alimentam-se, recriam-se permanentemente, desde que haja espaço e tempo para que todos tenham a possibilidade de “ser”.
[*] A frase usada como título desta postagem foi retirada de um texto do poeta alemão Novalis [1772-1881]
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November 20 Elaborando o mapa conceitual.
No dia 10 de novembro dei início ao processo de elaboração dos mapas conceituais com os estudantes do sexto e oitavo anos.
Este primeiro contato foi muito facilitado pelo fato de que as coordenadoras do Laboratório de Informática [Rose e Cristiane] já terem abordado o assunto com todos, esclarecendo as principais dúvidas. Mesmo assim, para reforçar o conceito e facilitar a conversa com os alunos, distribuí uma “Folha de Atividades” na qual, além de um espaço para os primeiros esboços do mapa conceitual de cada um, redigi um texto explicativo, baseado nas informações contidas no “Guia para Interlocutores”, que recebemos do IAS. O objetivo era que os alunos colassem suas Folhas de Atividades nos seus cadernos de P.A., ficando com o registro dos primeiros passos da sua construção.
Na semana seguinte, dia 17 de novembro, retomei os mapas conceituais, agora já não mais no papel: os alunos já haviam conhecido, mais uma vez no Laboratório de Informática, o programa CMap Tools, específico para a elaboração dos mapas, mas se sentiram mais à vontade utlizando o Power Point.
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Nas fotos abaixo, o registro dos alunos do oitavo ano [turma 806], elaborando seus mapas conceituais no computador, tendo como referência os esboços iniciais realizados na “Folha de Atividades” ou nos Cadernos de P.A.:
. November 05 Uma ótima iniciativa!.
O aluno Raphael Muniz [turma 806], além de estar desenvolvendo uma excelente pesquisa sobre a onça pintada, a cada dia também avança no conhecimento e na incorporação das ferramentas da interatividade. A mais recente novidade em seu blog é uma enquête [pesquisa de opinião] com a seguinte pergunta:
“O que você faria para evitar a extinção da onça pintada?”
Vamos prestigiar a iniciativa do Raphael fazendo uma visita ao seu blog e opinando? Para votar e refletir, o endereço é:
. November 02 “Ora [direis] ouvir estrelas...”.
Como salientei na postagem anterior, entre meus orientandos é grande a proporção dos que direcionaram suas questões para a área de Ciências e, mais especificamente, Astronomia – inclusive, penso que seria interessante investigar o[s] porque[s] desta “coincidência”...
Resolvi então pesquisar e disponibilizar, aqui mesmo no extra[classe uma LISTA DE SITES sobre CIÊNCIA e ASTRONOMIA [ver box na coluna da esquerda, logo abaixo das listas de blogs dos estudantes], - e vou deixar um scrap nos blogs daqueles interessados no assunto, avisando sobre a novidade. Creio que isto poderá contribuir para agilizar minha comunicação com os alunos.
Pretendo, se possível, fazer o mesmo com os outros assuntos/áreas de conhecimento.
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"As Cobras", personagens dos quadrinhos de Luís Fernando Veríssimo, filosofam sobre o Universo...
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O título desta entrada é parte do primeiro verso de um conhecido soneto do poeta brasileiro Olavo Bilac [1865-1918]. Para quer tiver a curiosidade de ler o poema na íntegra: http://www.secrel.com.br/jpoesia/bila06.html
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November 01 Um olhar retrospectivo....
Na correria do dia-a-dia são muitas as solicitações e nem sempre dispomos de um intervalo de tempo, entre uma ação e outra, para refletirmos sobre o caminho percorrido. Transcorrido quase um mês desde o início da prática do P.A., sinto a necessidade de rever o processo, desde seu início, e resolvi voltar ao começo: a formulação das questões dos estudantes.
A primeira constatação: existe uma diferença fundamental entre “perceber” e “tornar-se consciente” de algo. Pois, claro, já havia “percebido” que a maior parte das questões dos estudantes que oriento se inclinava para a área/disciplina de Ciências e, muitos entre eles, curiosamente, relaciona-se à Astronomia. Mas, ao tornar-me “consciente” disso, resolvi reorganizar a informação em tabelas para melhor visualizar concordâncias e diferenças.
Revendo minha prática como orientador, também “descobri” que, decorrido quase a metade do caminho até o fechamento desta primeira etapa da prática, já esteja na hora de mudar um pouco o foco no trabalho de orientação, principalmente com relação àqueles estudantes que mais caminharam com suas pesquisas. Então resolvi adicionar uma terceira coluna, um espaço para listar as conexões que já sugeri como caminhos possíveis para alguns estudantes, e que também me permita rever/revisar os passos que foram viabilizados e os que estão por viabilizar.
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Turma 607
ALUNO / QUESTãO / ENDEREÇO do BLOG
DISCIPLINA /
áREA de CONHECIMENTO
OUTRAS
CONEXõES...
Adriano Lemos >
Por que o sol tem luz?
www.adrianolemos12.spaces.live.com
Ciências
astronomia
Brendon >
Como surgiu o helicóptero?
www.brendon-607.spaces.live.com
Ciências
invenções /
história das invenções /
Leonardo da Vinci: primeiros projetos de “máquinas voadoras” /
Mitologia: Ícaro
Felipe >
Por que Vênus é mais quente que Mercúrio?
www.vernon-2008.spaces.live.com/
Ciências
astronomia
Gabriel >
Como se forma o arco-íris?
www.gabriel-bolado.spaces.live.com
Ciências
meteorologia [ ? ]
teoria da cor [aditiva; cor – luz]
Karolaine Rodrigues >
Como se formam as cores?
www.karolainelindinha.spaces.live.com
Ciências
Arte [teoria da cor; subtrativa; pigmentos]
Moisés >
Será que em Marte tem vida?
www.moss-gatinho.spaces.live.com
Ciências
astronomia
Natália >
O que são satélites naturais?
www.natalia-fran.spaces.live.com
Ciências
astronomia
Thainara >
Como surgiu o planeta Terra?
www.thainara-ramos.spaces.live.com
Ciências
astronomia
Turma 806
ALUNO / QUESTãO / ENDEREÇO do BLOG
DISCIPLINA /áREA de CONHECIMENTO
OUTRAS
CONEXõES...
Adriana >
Como se formou o Big-Bang?
www.adrianamorticia.blogspot.com
Ciências /
astronomia
História da Ciência
Artur Lucas >
Por que as usinas hidrelétricas precisam de água para gerar energia?
www.artur-lucas.spaces.live.com
Ciências
Energia
Camila Lima >
Por que temos opiniões diferentes?
www.camillinha-dreams.spaces.live.com
História [ ? ]
Sociologia [liberdade de opinião e expressão]; Psicologia [diferenças individuais; relação com histórias de vida];
Antropologia [diferenças culturais; antropocentrismo]
Douglas Oliveira >
Por que cada país fala uma língua diferente?
Português
Lingüística;
Evolução;
Migrações
Lorrana Copelli >
Por que os animais não falam?
www.lorranacopelli.spaces.live.com
Ciências;
Português [ ? ]
Evolução humana;
Arqueologia;
Fonética;
Genética [ ? ]
Raphael >
Por que a onça pintada tem pintas?
Ciências
Teoria da evolução das espécies;
Genética;
Ecologia > camuflagem [ ? ]
Raquel >
Por que sonhamos?
Ciências
Psicologia;
Inconsciente [Freud, Jung... ];
Neurologia [atividade cerebral]
Robson Viniccius >
Por que a pupila se dilata no escuro?
www.robson-viniccius.spaces.live.com
Ciências
Oftalmologia;
Percepção visual
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October 22 P.A. e estímulo à leitura.
Uma das grandes possibilidades abertas pelo P.A. é o estímulo à leitura. Nossa escola já possui uma boa biblioteca e busca integrar a Sala de Leitura à prática pedagógica regular em sala de aula. Além disso, a Sala de Leitura é utilizada como espaço alternativo para diferentes tipos de atividades extra-classe, até mesmo com a intenção de habituar os estudantes ao convívio com os livros. A internet potencializa o acesso a textos e, portanto, se constitui como uma ferramenta de estímulo à pesquisa, via leitura. No trabalho cotidiano com os estudantes, a coordenação da Sala de Informática enfatiza os “passos básicos para uma boa pesquisa”, em qualquer mídia: - busca das informações; - seleção das informações, por meio de uma leitura criteriosa; - desenvolvimento da capacidade de articular/relacionar as informações selecionadas de modo a que façam sentido. No processo de orientação dos P.A.s, tenho percebido que este trabalho que a escola já realiza regularmente tem colaborado com o desempenho de alguns estudantes - e nós, professores, somos grandemente beneficiados por este trabalho coletivo. Entre os estudantes que oriento, fica evidente que os que já internalizaram este processo são os que não só avançam mais rápido, como também o fazem com qualidade. Percebo apenas uma certa timidez quanto à escrita, mesmo entre estes estudantes, quando se trata de redigir um texto “autoral”, e os tenho estimulado a fazê-lo sempre que a pesquisa alcança substância. . Gabriel [turma 607] pesquisa sobre o arco-íris, simultaneamente na internet e no livro. . October 21 Conversas do caminho.
Numa tarde em que a conexão oscilava, dificultando o acesso nos notebooks, resolvi fazer uma espécie de “entrevista” com alguns dos alunos da turma 806 mais adiantados na pesquisa. A iniciativa refletiu um desejo meu de “sentir” como cada um estava se percebendo no projeto, as dificuldades enfrentadas, etc. Vindo de improviso, até que o bate-papo rendeu... E percebi que as conversas giraram em torno de algumas questões, uma espécie de “roteiro”:
Como está sendo vivenciar a experiência do P.A. para você? Quais as principais dificuldades enfrentadas do início das pesquisas até aqui? Além dos conhecimentos adquiridos até aqui, que outros aprendizados e habilidades acha que atingiu? Acredita que o aprendizado adquirido no P.A. irá servir para a vida? Gosta de ler? Possui hábito de leitura? Possui computador com acesso à internet em casa? Já havia participado anteriormente de algum projeto deste tipo na escola?
Enquanto conversava, fiz algumas anotações, que reproduzo a seguir.
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Adriana Rodrigues
Questão do P.A.:
“Como surgiu o Big-Bang?”
Adriana diz que o P.A. está sendo “bom, porque é uma coisa [o tema Astronomia] que eu gosto. Para mim vai ser muito bom saber de astronomia.” Tem atração por esta área de conhecimento, mas não sabe se é uma carreira viável [economicamente].
Não teve dificuldades na pesquisa, pois “já tinha o costume de pesquisar o assunto”, por iniciativa própria; também não teve dificuldades relacionadas ao uso do computador e à operacionalização do blog, pois tem computador com acesso à internet em casa, ainda que não seja de uso exclusivo seu.
Quanto ao que aprendeu além do conhecimento em si, ressalto um ganho de consciência fundamental: disse que costumava pesquisar o assunto, mas nunca havia tomado conhecimento da vida dos grandes cientistas, citando de memória Newton, Hubble e outros. O fato de conhecer a trajetória desses personagens fundamentais e de suas principais descobertas fez com que percebesse que “o conhecimento é resultado do esforço de muitas pessoas ao longo da História.”
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Raphael Muniz
Questão do P.A.:
“Por que a onça pintada tem pintas?”
Raphael diz que “não foi fácil” encontrar informações sobre o seu tema, e que “só depois de procurar muito, achei a resposta.” Pesquisou na escola e também em casa, quase que diariamente, e levou “mais de uma semana” para encontrar as primeiras informações que respondiam a sua questão. Sua estratégia foi digitar como chave-de-busca no Google o termo “onça pintada” e ler tudo a respeito. Quando perguntei se, em algum momento, havia pensado em desistir ou mudar a questão, disse que a dificuldade acabou por funcionar como um elemento motivador a mais. Daí que o aprendizado que obteve, além do conhecimento adquirido, foi “nunca desistir de uma coisa difícil.”
Raphael diz que gosta de ler, mas costuma ler “apenas o que a escola pede.” Cita a leitura mais recente, para a disciplina de Português [profa. Luciana Capita], o conto “A Cartomante”, de Machado de Assis, dizendo que gostou.
Também possui computador com acesso à internet em casa e nunca havia tido nenhuma experiência semelhante ao P.A. anteriormente.
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Robson Viniccius
Questão do P.A.:
“Por que a pupila se dilata no escuro?”
Para Robson, vivenciar o P.A. está sendo “legal, porque estou descobrindo coisas novas e respondendo às minhas curiosidades.” Nunca havia tido experiência semelhante antes, sendo esta a primeira vez que trabalha com pesquisa de forma autônoma.
Por enquanto, ainda não encontrou dificuldades, pois já tinha o hábito de pesquisar pela internet, possuindo computador com acesso em casa.
Como aprendizados que não imaginava ter antes de iniciar o P.A., fala da “aumentou o conhecimento a partir da questão inicial”, pois já está desdobrando sua questão em outras, também relacionadas à visão. Sobre a aplicabilidade do conhecimento adquirido na vida, acha que “vai servir, sim”, mesmo que não decida por nenhuma profissão relacionada ao tema.
Ao final da conversa, afirma que “gostaria muito” de continuar com o P.A. no ano que vem.
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October 14 Novo espaço para pesquisa.
A professora Gláucia [Ciências] sugeriu
e a Direção comprou a idéia rapidinho: uma nova sala na qual professores possam usar os lap-tops e acompanhem os alunos em suas pesquisas.
Nas fotos abaixo, alguns momentos do trabalho no novo espaço (os alunos são das turmas 607 e 806).
Brendon [607] Karolaine Rodrigues [607] Adriano Lemos [607] Gabriel [607] Turma 607 Karolaine e Thainara [607] Thainara e eu Camila Lima [806] Robson Viniccius [806] Turma 806
Raquel [806]
. O Laboratório de InformáticaO Laboratório de Informática visto do pátio, entre as folhagens tão bem cuidadas
pelo Rogério, nosso porteiro com talento pra jardineiro.
A foto prova que o Laboratório não é apenas aconchegante por dentro...
E, no terreno dos fundos, a escola está recuperando uma horta orgânica.
É a convivência, possível e desejada, entre as diversas tecnologias!
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October 13 P.A. > turmas 607 e 806 trabalhando nos blogsAlunos sendo orientados no Laboratório de Informática; a foto é do Adriano Lemos, aluno da turma 607
Demos início à implementação do P.A./Projeto de Aprendizagem aqui na E.M. Profa. Olga Teixeira de Oliveira ao realizarmos as atividades de sensibilização e esclarecimento, objetivando “apresentar” a metodologia do P.A. a todas as três turmas envolvidas no projeto: leitura e discussão dos livros "Pra que Serve", "Curiosidade Premiada" e audição da música "Oito anos", de Adriana Calcanhoto .
Rose comentou uma coisa muito importante a respeito desta fase de sensibilização: “Os alunos motivados a perguntar fazem uma caminhada ao intropectivo. Só se constrói aprendizagem quando o aluno é autor ou co-autor e quando está interessado em descobrir as suas respostas. A motivação é intrínseca.Mas, o mais interessante é a mudança de foco e a percepção que nas perguntas encontrarão suas respostas. Enfim, esse processo dialógico é maravilhoso. Nos vemos aqui, com tantas questões, perguntas, dúvidas, mudanças de questões e neste emaranhado todo a busca do conhecimento de uma forma transdiciplinar fantástica. Estou gostando demais!!”
Paralelamente, coordenados pelas professoras Rose e Cristiane, no Laboratório de informática os alunos tiveram a oportunidade de visitar o portal da escola conectada e alguns blogs de escolas que já participam do projeto. Como disse a Cris, “avaliamos, observamos as etapas, comparamos e discutimos a respeito das pesquisas encontradas nos blogs”, o que foi muito esclarecedor para alguns estudantes, habilitando-os a criar os seus próprios blogs.
Todo este processo de trabalho coletivo fez com que na segunda semana de trabalho já estejamos colhendo os primeiros frutos, ou melhor, as primeiras “sementes”: todos os alunos [me refiro especificamente às turmas 607 e 806, com as quais trabalho] já criaram seus blogs e já deram início às postagens, e alguns deles já estão bem avançados, inclusive já “abrindo” para outras questões correlatas à questão inicial.
Raul Motta
August 27 Projetos de Aprendizagem
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A escola na qual trabalho em Duque de Caxias [E.M. Professora Olga Teixeira de Oliveira] está participando de um projeto em parceria com o Instituto Ayrton Senna que se baseia na pedagogia do Projeto de Aprendizagem. O P.A. é uma estratégia em que o coletivo de professores, representantes de várias disciplinas, atua como grupo coordenador, orientador e estimulador dos estudantes no desenvolvimento de projetos de pesquisa individuais, com temas/assuntos livremente escolhidos por eles e que se desenvolvem a partir de uma pergunta ou questão.
O conteúdo destas pesquisas individuais são publicadas em blogs também individuais, criados pelos próprios alunos, à medida em que vão pesquisando, descobrindo, desdobrando e/ou ampliando suas perguntas geradoras. A idéia é desenvolver a autonomia dos estudantes, fazendo confluir a necessidade de transmitir os conteúdos pedagógicos das disciplinas às curiosidades e interesses dos próprios estudantes, expressos nas suas questões iniciais.
Nossa preparação para desenvolver o projeto, como coletivo de professores, incluiu o aprendizado de construir e operacionalizar um blog e, também como os estudantes, desenvolver um Projeto de Aprendizado próprio, a partir de uma questão que nos sensibilizasse. A questão que escolhi foi: “De onde vem a imaginação?”. Alguns dos resultados desta pesquisa foram publicados em um blog coletivo, juntamente com mais dois outros colegas professores [Rosemary dos Santos, colega aqui da escola em Duque de Caxias; e Victor Lordani, da EMEF Profa. Laura Figueiras, em S.Vicente/SP], que trabalharam com questões distintas.
Agora estamos todos nos preparando para deflagrar o processo com os estudantes e, assim, nossas pesquisas pessoais ficarão um pouco de lado... No entanto, como minha questão segue me estimulando, resolvi disponibilizar aqui no extra[classe o endereço de acesso do UM_blog, para quem tiver curiosidade acerca do conteúdo das postagens que fiz sobre o tema "De onde vem a imaginação?" :
Como desejo seguir com as pesquisas sobre o tema "Imaginação", criei um outro espaço no qual pretendo, assim que possível, retomar o assunto comentando algumas “descobertas” bibliográficas recentes: a coletânea “Infância: Imaginação e Educação em Debate” [do qual já li o capítulo “Por que a imaginação é importante na Educação?”, de Kieran Egan], e “A Imaginação”, de Jean Paul Sartre. Este novo endereço é:
A partir de agora, portanto, as postagens aqui no extra[classe se concentrarão no registro e das reflexões decorrentes do trabalho, como professor orientador, no acompanhamento dos Projetos de Aprendizagem dos alunos sob minha orientação, das turmas 607 e 806 da E.M.Professora Olga Teixeira de Oliveira.
[ Raul Motta ]
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April 10 A Árvore Inútil
Hui Tzu disse a Chuang: Tenho uma grande árvore, Que se chama “mal-cheirosa”. Seu tronco tão torto É tão cheio de nós Que ninguém pode dele tirar uma só tábua. Os galhos são tão retorcidos Que você não consegue corta-los De modo a que sejam úteis.
Lá está ela à beira da estrada. Carpinteiro nenhum a olhará. Eis o seu ensinamento – Grande e inútil.
Respondeu-lhe Chuang Tzu: Já viu o gato do mato Agachado, espreitando a sua presa, - Pula assim, e assim, Para cima e para baixo, e por fim Cai na armadilha.
Mas o iaque, já viu? Poderoso qual trovão Mantém-se com sua força. Grande? Claro que sim, Mas não sabe pegar ratos!
Assim, a sua árvore inútil. Inútil? Plante-a então no terreno baldio Sozinha E caminhe a esmo, em torno dela, Descanse em sua sombra; Nenhum machado ou decreto proclamará o seu fim. Ninguém jamais a abaterá. Inútil? Que me importa!
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Chung Tzu “A Árvore Inútil .
Tradução: Thomas Merton Extraído de: MERTON, Thomas. “A Via de Chuang Tzu”. Petrópolis: Vozes, 1984
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